14 de janeiro de 2018

Mar de Bering

Um bom exemplo que demonstra como o Sporting é mais respeitado pelos árbitros e adversários é notar como o árbitro espera que os adeptos terminem de entoar o #OMundoSabeQue para poder dar início ao jogo. Outro, um pouco mais evidente, é quando a equipa adversária vem jogar em Alvalade num 5-4-1. E assim continuam, mesmo a perder por 1-0. Outro exemplo de quão nos respeitam é a ausência de passes desleixados de defesas junto à sua área ou de tentativas de dar início ao ataque com passes curtos arriscados envolvendo guarda-redes e defesas-centrais. Contra o Sporting é cerrar o dente e bola na frente. Respeitinho.










Olhamos para Coentrão, Acuña e Rúben Ribeiro e poderíamos imaginá-los como pescadores de caranguejos num barco qualquer do famoso programa da Discovery Channel, "Pesca Radical". São feios, "porcos" e maus. O campeonato de Português é um Mar de Bering, cheio de ondas traiçoeiras e Rúben Ribeiro sabe navegá-lo como ninguém e, além disso, sabe onde anda o caranguejo, isto é, o golo. Em 2007, quando empatámos 0-0 com Aves em Alvalade, os nossos pescadores eram, por exemplo, Miguel Veloso, Moutinho e Farnerud. Nem uma ruga na cara. Pescadores de água doce.



O Capitão Wild Bill Wichrowski tem a mesma pinta de JJ.


Acabou por ser um jogo fácil porque, tal como aconteceu em Setúbal, contra o Cova da Piedade, voltámos a ter sorte quando levámos com uma bola na barra, perto do intervalo, o que iria, certamente, dar confiança ao Aves. Se temos sofrido golo contra uma equipa que jogava com 5 defesas, aposto que começariam a segunda parte com 6. Seria mais um daqueles jogos a sofrer, cheio de ondas...

Mas o mar estava calmo e com alguma pescaria. Vitória por 3-0, um jogo sempre controlado e onde, ao contrário do que se costumamos pensar quando estamos a vencer 2-0 - "Resultado perigoso... um golo deles, abanamos e o jogo fica em aberto" - foi o Sporting quem esteve sempre mais perto de matar o jogo com o 3-0 do que o Aves de reduzir. E claro, quem tem Bas Dost, o "holandês voador", está sempre mais perto de marcar. Mais um hattrick, mais um pesadelo para os adversários. Reza a lenda de que quem avistasse o fluyt "Holandês Voador" em mar alto, isso lhe traria azar e naufrágio certo. Será isso, certamente, que pensam os adversários do Sporting quando sabem que têm de defrontar o Bas Dost: golos e derrotas. Azar deles, sorte a nossa (roubámos mesmo vaca da Luz?).

Também é verdade de que, na lenda marítima, o "Holandês Voador" está condenado "a vagar pelos mares até ao fim dos tempos sem poder aportar". Esperemos que esta parte da lenda seja quebrada pelo nosso holandês e que o Sporting consiga aportar no Marquês em maio...




12 de janeiro de 2018

A origem da expressão "golo olímpico"

A origem da expressão "golo olímpico", após um golo de canto direto (Salvé, grande Morais)? O @jonawils explica. [contexto: Uruguai era medalha ouro Jogos Olímpicos 1924 e Argentina desafiou Uruguai para um tira-teimas a 2 mãos, para ver quem era a melhor equipa, afinal]


11 de janeiro de 2018

Yah

JJ quis ser justo e então começou com Bruno César e Bryan Ruiz ao mesmo tempo contra o Cova da Piedade, clube da 2ª Liga. Bruno César é aquele jogador que marca golos ao Real Madrid e à Juventus e não consegue passar pelo Evaldo. Bryan Ruiz é aquele jogador que parece sempre que vai arrancar uma grande jogada mas que raramente o faz. Jogar com ambos ao mesmo tempo no meio campo e apenas com um Battaglia-com-ligaduras-Kinésio-no-joelho mais atrás não augurava nada de bom. Levámos duas bolas nos postes na primeira parte. Acho que além do ponto que trouxemos da Luz, também lhe trouxemos a vaca. Coentrão e Acuña juntos não combinam muito bem mas sempre conseguem sacar uns bons cruzamentos. Esqueceram-se era que não havia Bas Dost na área e só lá estava Podence, o homem que era suposto fazer-nos esquecer do Gelson ontem. Pois bem, não fez. O que já não é propriamente uma novidade.

Na segunda parte entraram Bruno Fernandes e Bas Dost e voltámos a jogar com onze jogadores. Deixou de ser um jogo de pré-época e passou a ser um jogos dos quartos de final da Taça de Portugal. Bruno Fernandes marcou um grande golo, embora com uma ajuda precisosa do Evaldo (2 épocas no Sporting...) e quando parecia que estava tudo bem encaminhado, ainda conseguimos tornar a coisa um pouco mais embaraçosa, ao sofrermos um golo do Cova da Piedade e adiar a passagem às meias até perto dos 80 minutos, quando o inevitável Bas Dost fez um passe para dentro da baliza e com isso, selou o encontro com um 2-1 para o Sporting. Sim, foi um jogo mau, noventa minutos penosos mas mau mesmo é estar já estar eliminado da(s) Taça(s) e ficar a ver os rivais a jogar na tv. Isso sim, é que é mau. Venha de lá o Porto.



7 de janeiro de 2018

Game, set and match

Antes do jogo começar, lembrei.-me algumas vezes do jogo seguinte ao derby na Luz da época passada. Foi contra o Braga, um jogo parvo, atabalhoado e onde parecíamos estar ainda atordoados com o desenlace do jogo anterior. Perdemos, com um golo do Wilson Eduardo, se bem se lembram. Estava a temer o pior para o jogo de hoje. Quer dizer, quando joga o Sporting, temo sempre o pior mas depois do derby de há dias, estava particularmente temeroso e ainda mais quando marcámos um golo tão cedo no jogo. Estava à vista um empate e com um golo nos últimos minutos. O Marítimo, aliás, mostrou bem cedo que era essa a táctica. Defender com onze jogadores atrás da bola e esperar por um golo após um canto, livre ou contra-ataque.

Enganei-me. Foi um passeio. Não é por acaso que, minutos antes do jogo começar, o capitão de equipa do Sporting escolhe quase sempre iniciar o jogo atacando da bancada sul para a norte: é que assim está assegurado que a equipa jogará a segunda parte atacando de norte para sul, direito à baliza "grande", como JJ costuma dizer, direito à baliza "Vítor Damas", a baliza onde estão as claques do Sporting. Foram 4 golos em 40 minutos naquela baliza e um hattrick do Bas Dost. Gostei particularmente do golo do Bryan Ruiz. Bryan é um senhor, dentro e fora do campo, e merecia esta reabilitação junto da massa adepta do Sporting. Não está reabilitado totalmente mas este golo já servirá como salvo-conduto para mais umas quantas jornadas sem ser assobiado. Bas Dost é letal dentro da área mas o que gosto mais nos seus golos é depois as comemorações, quando se vira imediatamente para agradecer ao jogador que lhe passou a bola. Foi engraçado vê-lo um pouco confuso quando marcou o 4º golo, após uma bola vinda do guarda-redes do Marítimo, após remate de Bruno Fernandes.

Que mais há a dizer? Boa vitória - melhor ainda por não termos sofrido golos -, boa reação ao empate e exibição na Luz e, aparentemente, ninguém se lesionou. Mostrámos ter um bom plantel, preparado para as contingências e para o que resta do campeonato (e taças). Ristovski é um excelente jogador e André Pinto também. Estamos na luta.


O pormenor do Acunã que fez o apanha-bolas a levar as mãos à cabeça :) (dica: @diogomlbernardo )

4 de janeiro de 2018

Lei de Sporting

Aos 80 e tal minutos do jogo estava a pensar em dar o título a este post "Lei de Murphy vs Lei de Darwin", teorizando sobre a forma como tudo corria mal ao Benfica (as eliminações da Champions, Taças nacionais, o "azar" no derby...) e como o Sporting de JJ evoluiu para um Sporting mais adulto, cerebral, sem perdas de concentração (o passe atrasado do Mathieu, pareceu-me, para o Patrício, dentro da área e rodeado de jogadores benfiquistas, aos 60 e tal minutos, é o exemplo máximo dessa "coolness" sob pressão), até que, aos 90m de jogo, o Battaglia teve uma paragem, de mão e de cérebro. Ainda não decidi que título vou dar agora.

O Benfica não jogou bem mas jogou muito, correu muito. O nosso meio campo andou perdido o jogo todo, sem que qualquer um dos três jogadores - William, Battaglia e B. Fernandes - soubesse bem quem e onde deveriam marcar. Um susto permanente. O golo do Benfica adivinhava-se assim que marcámos o nosso através do Gelson. Era uma questão de minutos, só não imaginei que fossem tantos. Salta à vista o desiquílibrio deste plantel. Só temos 2 desiquilibradores: o Gelson e o, err, Piccini. Parece mentira mas é verdade. Bas Dost sem munições, é, excepto as bolas bombeadas para o meio campo onde ele consegue desviá-las para os companheiros, inofensivo. O Porto, só em avançados, tem 2 panzers e um sniper. Aboubakar, Marega e Soares. E depois tem Brahimi. Benfica tem um batalhão de jogadores de ataque: Jonas, Jimenez, Seferovic, Salvio, Zivkovic, Rafa, Cervi... até o André Almeida sabe atacar. Creio que esta nossa falta de poder ofensivo é evidente quando jogamos contra equipas mais fortes.

Certo, da forma como correu o jogo, é legítimo dizer que ganhámos um ponto mas... perante o Benfica mais fraco das últimas quatro épocas, eliminados humilhantemente da Champions, eliminados da Taça de Portugal e Taça da Liga, encurralados há meses com a questão dos emails e, na última semana, com a questão dos jogos comprados na época 14/15, o "melhor Sporting dos últimos anos" tinha obrigação, se queria afirmar-se definitivamente nesta época, de dar a estocada (quase) final neste Benfica moribundo. Mas não, tínhamos de falhar no momento errado. Típico Sporting. A Lei de Sporting. A certa altura, e não foi a primeira vez o que senti nos últimos anos, senti inveja da raça e da vontade (de ganhar) dos jogadores do Benfica. Podemos até ter melhores jogadores, tecnicamente falando, do que eles, mas aquela vontade de ganhar a bola, de roubar a bola, de discutir qualquer decisão do árbitro, aí, eles dão-nos uma abada. E eu não consigo entender porquê. Cá fora, desde o presidente até aos adeptos, a vontade é enorme. Começam os jogos a sério e... puff.


É, para aí, a 20ª foto que encontrei depois de googlar "típico Sporting"


Como disse, é legítimo dizer que ganhámos um ponto mas também podemos dizer que perdemos dois para o Porto. E enquanto vejo Porto e Benfica a ganhar "aqueles" jogos contra equipas pequenas onde basta ter uma equipa relativamente bem montada defensivamente e onde o golo surgirá, mais cedo ou mais tarde, ao 327º remate que façam, já o Sporting, quase de certeza, irá ter um daqueles jogos que não conseguirá marcar golos e, inevitavelmente, perderá "aqueles" pontos que todos nós nos lamentaremos depois da época acabar. Se fosse presidente do Sporting, neste momento estaria a pensar se valerá a pena oferecer as "prendas" ao treinador ou não.


PS. A mesma Sporttv do Freitas "falem mas é de bola" Lobo e que oferece prendas com palavras cândidas aos treinadores nas flash-interviews, é a mesma Sporttv que tem jornaleiros a lançar suspeitas acerca da integridade dos árbitros. (dica graças ao @d20fernandes )







*Antes que alguém pense "este gajo só escreve quando o Sporting perde", devo dizer que tinha pensado, há uns dias, "Epah, vou escrever um post/crónica do jogo, no que resta deste campeonato." Também devo dizer que estava a èspera de ter escrito hoje sobre uma vitória do Sporting... mas o mais certo é que me aborreça entretanto e não cumpra o meu desiderato. :P

29 de outubro de 2017

zapping

Estava agora a fazer zapping e quando passei pela Sporting TV, reparei que estava a dar o "discurso do presidente do Sporting Clube de Portugal no núcleo do Sporting de Almoçageme". E continuei a fazer zapping.

No início, queria ver e ouvir tudo o que fosse discurso de BdC. Entrevistas, reportagens, discursos, sentia mesmo curiosidade em saber qual era o seu pensamento, o rumo que ele queria para o Sporting. Se não fosse em direto, fazia questão de o ouvir/ver em diferido. Não sei dizer desde quando (terá sido desde aquela entrevista à Sporting TV?) mas sei dizer que perdi aquela vontade "indispensável" de o ouvir...